“BM não escolhe cor para abordar ou prender”, diz comandante-geral

Sindicância apontou que não houve racismo durante abordagem de motoboy em Porto Alegre

Marcel Horowitz Correio do Povo

Comandante-geral da BM, coronel Cláudio Feoli, durante coletiva | Foto: BM / CP

O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Cláudio Feoli, rebateu os ataques feitos contra a instituição ao longo da semana. Ele se opôs às críticas sobre a prisão do motoboy negro agredido por um idoso branco em Porto Alegre. As declarações do oficial ocorreram na sexta-feira, durante coletiva.

Na ocasião, foi divulgado o resultado da sindicância feita sobre a abordagem. A investigação concluiu que não houve racismo na atuação dos policiais militares. Já a Polícia Civil, indiciou motoboy e idoso por lesão corporal.

“Nossa instituição foi alvo de diversos ataques ao longo da semana. Ataques que desconsideram o artigo quinto da constituição, que vislumbra o princípio da ampla defesa e do contraditório. O que deveria valer a todo o cidadão brasileiro, foi desconsiderado para os policiais militares. O julgamento dos policiais e a condenação sumária ocorreram. Isso também feriu o devido processo legal, que está presente na Declaração Universal de Direitos Humanos e foi esquecido até por autoridades públicas”, disse o coronel.

Feoli destacou também que um dos soldados envolvidos na abordagem ingressou na BM por cotas raciais.

“A BM foi julgada, por alguns canalhas, como despreparada e racista. A BM que foi julgada e condenada, é a mesma que protege mulheres agredidas, idosos e crianças vulneráveis; que foi acolhedora com o Vale do Taquari e salvou a população indígena no extremo Sul da Capital. Ela [BM] é composta por homens e mulheres honrados, preparados em todos os cursos da instituição com ênfase em direitos humanos.”

Ainda segundo o coronel, em 2023, foram realizadas 114 mil prisões, sendo que em 70% dos casos o preso era uma pessoa branca. “A BM não escolhe cor para abordar ou para prender, ela se atém aos fatos”, enfatizou Feoli.

Por fim, o comandante-geral declarou que o trabalho da corporação é feito de maneira técnica. “No ano passado, tivemos 311 policiais feridos e cinco mortos. Ninguém procurou a instituição para saber desse número. Quero que o cidadão gaúcho tenha certeza que a BM vai continuar fazendo seu trabalho técnico”, concluiu.

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